quarta-feira, 2 de março de 2011


Março - Mês de Santa Rosa de Viterbo

Santa Rosa de Viterbo – Um Testemunho ousado de jovem para a juventude

Ser santo não é simplesmente uma vocação, é uma exortação que o próprio Cristo faz a cada um de nós (IPd 1-16). De fato, muitos Cristãos alcançaram sua santificação através das grandes obras que realizaram dentro do mundo material e espiritual: deixar tudo, servir aos pobres e mais necessitados da sociedade, lutar pela Igreja, pela Paz, enfim, são algumas das características que se destacam nas biografias dos grandes santos, mas vale destacar que nem todos assumiram seus chamados na minoridade, tampouco receberam dons extraordinários de ressuscitar mortos, converter hereges poderosos a fé, transformar pães em flores, ter visões do futuro, e muitos outros prodígios que a própria ciência desconhece, como foi o caso de Santa Rosa de Viterbo.

Rosa nasceu na cidade de Viterbo/Itália, em ano não muito certo talvez em meados de 1235, de família simples, não tinha conforto e não optou em momento algum de sua vida em te-lo, seus pais trabalhavam em um mosteiro das Clarissas, o que a levou desde muito cedo a se encantar pelo Carisma Franciscano. Em sua adolescência desejou ardentemente ingressar no mosteiro da II Ordem e foi negada por duas vezes, para muitos poderia ser motivo de desânimo ou até mesmo de desistência, mas, o seu amor pelo Carisma ultrapassava qualquer barreira, motivo pelo qual a fez ainda jovem professar na Ordem Franciscana Secular, onde viveu em fraternidade até o último dia de sua vida.

Ainda criança, Santa Rosa abraçou uma vida penitente de jejum e Oração; andava descalça e com vestes de tecido muito grosseiro; não quis casamento; não se preocupava em se vestir conforme os costumes da época; dividia seu pouco pão com quem não tinha nada; pregava o Evangelho com segurança e autoridade; não admitia injustiças e destruições, anunciava e denunciava com liderança, o que a tornou respeitada por muitos e perseguida por aqueles que detinham o poder na época. Rosa chegou a ser expulsa de sua cidade, ficou em exílio por quase um mês devido à insatisfação dos hereges e do próprio Imperador Frederico II, mas este foi um período de muita fé em sua vida, vários milagres operou e muitas visões lhe foram reveladas.

Santa Rosa de Viterbo morreu no dia 06 de março de 1252, acometida por uma grave doença, e sem muito sofrimento, com quase 18 anos de idade. Sua canonização até hoje não foi finalizada, mas a própria Igreja e seus devotos consideram-na uma grande Santa. Seu corpo encontra-se intacto no mosteiro Santa Rosa na Itália, que antes pertencia a Ordem das Clarissas onde sempre desejou viver. Pelo seu Testemunho jovem de vida franciscana, foi considerada Padroeira da JUFRA e no ano de 2001, no XI CONJUFRA realizado em Paulista/PE, os jovens franciscanos resolveram definir o dia 06 de março como o “dia do jufrista”, para melhor celebrar a memória desta grande Santa e fazer unir toda a juventude disposta a viver esse Carisma Franciscano.

Diante deste maravilhoso Testemunho de vida, somos levados a refletir que a Santidade é uma dádiva para todos, e em meio a tantos artifícios que o mundo nos oferece para nos afastar do estado de graça é possível sermos ousados e mostrar para nós mesmos que experimentar o amor de Deus através da oração e da fraternidade é a melhor e maior experiência que um jovem pode ter em sua vida.

Que você jovem irmão seja Santo e que Santa Rosa de Viterbo seja mais uma intercessora na nossa vida!

Libiane Marinho Bernardino

Formadora Regional NEA3

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