sexta-feira, 7 de março de 2008

Escolher a vida é também coisa de Franciscano?



Nesses dias a Campanha da Fraternidade nos questiona sobre a dignidade da vida humana, neste mesmo tempo em que ela, a vida, está um tanto quanto esquecida por nós. Sabendo o ensinamento das sagradas escrituras e tendo em mente as palavras do Divino Mestre: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!" (Jo 10, 10), nos perguntamos se em São Francisco de Assis existe algo sobre o valor da vida.



Quando nos deparamos com as fontes franciscanas, logo no início, nas chamadas admoestações, o Serafim de Assis começa logo com uma apologia a vida unida a Cristo e a sua missão (Adm. 1, 1). Em outros escritos, como por exemplo, nas regras, ele mostra muito respeito à vida do irmão, sua dignidade e o modo de agir com caridade diante das dificuldades e do desespero de alguns que se aproximavam deles para segui-los. A vida do filho de Pedro de Bernadone é um exemplo que arrasta tantos jovens e crianças para a busca da perfeição da caridade, para a valorização da sua própria vida e a dos irmãos. Assim, chamados a viver em fraternidade e viver em comunhão com o universo sendo "Católicos", somos designados a ter um respeito incondicional à "tudo o que vive e respira". A louvar ao "Senhor que fez e o céu e a terra" (Sl134, 3). A ver em cada irmão e em cada criatura, a imagem do próprio Jesus de Nazaré, o filho do carpinteiro, nascido da Virgem Maria que "habitou entre nós" (Jo 1, 14).



Como jovens que tentam ver no rosto do irmão o seu Criador, amar os nossos inimigos e perdoar a quem nos tem ofendido, temos como 1º Mandamento o amor, o amor de "Cáritas", esse amor gratuito para com todos. Porém como reconhecer esse amor e essa dignidade vital? Na natureza? Na água? No meio ambiente? No meu irmão mais próximo? Naquele que vejo uma vez por semana nas reuniões da fraternidade? Isso até é fácil! Mas amar até o fim, amar sem medo, amar sem conhecer, ir ao encontro do desconhecido, são formas de amar que nos intrigam e nos faz repensar na caminhada. Como jovens franciscanos, deparamo-nos como o jovem rico do evangelho: "Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?" (Mc 10, 17-22). Temos medo de amar os desconhecidos? Queremos realmente seguir o Cristo?


A escolha livre e despojada pela vida, perpassa pelas vias do ser fraterno, não podemos imaginar que este chamado a "escolher, pois a vida!" seja apenas relativo ao aborto do ventre materno, não nos enganemos, existem outras formas mascaradas de abortar e de matar a vida dos irmãos e a nossa. Quando não valorizamos o potencial dos nossos irmãos e irmãs da fraternidade, nós os matamos; quando deixamos de ir ao encontro dos irmãos e irmãs mais necessitados dentro de nossas fraternidades, nós os matamos; quando negamos a real assistência fraterna e pastoral às fraternidades, nós as matamos.


Enfim, nós matamos quem é irmão e quem é nosso próximo por tantos motivos até mesmo infantis e desonestos. Mas não podemos continuar assim, levantemo-nos à mudança e Vida.acolhamos o convite da Igreja no Brasil de escolhe e de viver verdadeiramente a serviço da vida. Paz, Bem e

Fernando Luis da Costa
Subsecretario de Ação evangelizadora – NEA3 PB/RN
Fonte: http://fl-costa.zip.net/

Um comentário:

  1. A vida em todos os sentidos deve ser assumida por cada irmão e irmã que forma a juventude franciscana.

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